Impact of residency training in family medicine in promoting better quality of care and the attributes of primary care in Rio de Janeiro
For the last 40 years, several improvements in Primary Care (PC) have been made worldwide due to the momentum created by the Alma-Ata Declaration. Many countries have achieved good results in creating and developing universal PC systems, and today there is sufficient evidence to support the notion that countries with strong PC have better health indicators, reduced health inequalities, and achieve better results while spending less money.
In the last 25 years, Brazil has experienced a unique moment in its history. With the creation of the Family Health Strategy in 1994, there was a major expansion of PC services and significant growth in new Family Medicine residency programs. In March 2012, the Rio de Janeiro Municipal Health Department (RJ-MHD) created a new Family Medicine (FM) residency program as an initiative to strengthen human resources and improve the quality of the medical workforce. The rationale behind this initiative was based on policymakers' assessment that the quality of care provided by physicians without residency training in FM was below the desired standard, lacked efficiency, and had a narrow scope of medical actions. Residency training in family medicine (RTFM) was considered by policymakers the gold standard of medical education, and family medicine the specialty best suited to deliver community-based PC.
The main objective of this study is to measure the impact of residency training in family medicine in promoting the attributes of PC in Rio de Janeiro. A database was created by combining information from 949,957 patients' electronic health records, 429,189 referrals to secondary care, 151,110 hospital admissions, and 15,829 death registries. Observational retrospective studies of 5,363,407 consultations in PC were performed, comparing doctors without residency training in FM (generalists) and trained family physicians.
Six articles were produced presenting the justification for this project, the construction of the database, the intervention (RJ-FMRP), and three empirical studies showing that RTFM enables family physicians to be more competent in detecting a wide range of chronic conditions while requiring fewer laboratory tests and making fewer referrals to secondary care for ambulatory conditions. On the other hand, RTFM-trained doctors more often referred patients for rehabilitation, physiotherapy, and surgical treatment, such as cataract surgery, orthopedic surgery and plastic surgery. RTFM also prevented a series of hospital admissions, not only within the universe of ambulatory-care sensitive conditions but also in an expanded set of conditions, including mental health problems, acute infectious diseases, chronic conditions. Finally, all of these events occurred in a more coordinated way across levels of care, and also over time, since trained family physicians promoted more follow-up consultations with their patients after detecting a chronic condition, after making a referral to secondary care and after a hospital discharge.
Articles published from this thesis:
Impacto da residência em medicina de família na promoção de melhor qualidade de cuidados e atributos da atenção primária no Rio de Janeiro
Nos últimos 40 anos, vários avanços aconteceram mundialmente em Atenção Primária à Saúde (APS) devido ao movimento criado pela Declaração de Alma-Ata. Muitos países alcançaram bons resultados em saúde com a criação e desenvolvimento de sistemas universais de CSP, e hoje há evidências suficientes para apoiar a noção de que países com CSP fortes têm melhores indicadores de saúde, conseguem reduzir desigualdades em saúde e alcançam melhores resultados gastando menos dinheiro.
No Brasil, nos últimos 30 anos, experimentamos um momento único na história. Com a criação da Estratégia de Saúde da Família (ESF) em 1994, houve uma grande expansão dos serviços de CSP e crescimento significativo de novos programas de residência em Medicina de Famíliae Comunidade. Em março de 2012, a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS-RJ) criou um novo programa de residência médica em Medicina de Família e Comunidade (MFC) como uma iniciativa para fortalecer os recursos humanos e melhorar a qualidade da força de trabalho médica. A justificativa por trás desta iniciativa foi baseada na avaliação dos formuladores de políticas de que a qualidade do cuidado prestado por médicos SEM treinamento de residência em MFC estava abaixo do padrão desejado, carecia de eficiência e realizava um escopo muito restrito de ações médicas. A residência em medicina de família e comunidade foi considerado pelos formuladores de políticas naquele momento como o padrão ouro para formação de médicos para o trabalho nos CSP na comunidade.
O objetivo principal deste estudo foi medir o impacto da formação em residência em medicina de família e comunidade na promoção dos atributos dos CSP no Rio de Janeiro. Para esta análise, foi foi criado um banco de dados combinando informações de 949.957 prontuários eletrônicos de pacientes, 429.189 encaminhamentos para atenção secundária, 151.110 internações hospitalares e 15.829 registros de óbito. Foram analisadas retrospectivamente 5.363.407 consultas médicas nos CSP, comparando médicos sem treinamento de residência em MF (generalistas) e médicos de família e comunidade (MFC) treinados em residência médica.
Seis artigos foram produzidos apresentando a justificativa para este projeto, a construção do banco de dados, a intervenção (a estrutura da residência em MFC no Rio de Janeiro) e três estudos empíricos mostrando que (1) a residência em MFC torna os médicos de família mais competentes no diagnóstico de uma ampla gama de doenças crônicas, (2) ao mesmo tempo que solicitam menos exames laboratoriais e (3) solicitam menos encaminhamentos para atenção secundária para condições ambulatoriais. Por outro lado, (4) médicos de família mais frequentemente encaminham pacientes para intervenções terapêuticas que necessitam de um especialista ou de um procedimento, como reabilitação, fisioterapia, cirurgias oftalmológicas, ortopédicas e cirurgia plástica. (5) Médicos com residência em MFC também se mostraram mais capazes de evitar uma série de internações hospitalares, não apenas dentro do universo de condições sensíveis à atenção ambulatorial, mas também em um conjunto expandido de condições, incluindo problemas de saúde mental, doenças agudas infecciosas, relacionadas à gestação e agudização de condições crônicas. Finalmente, (6) todos esses eventos ocorreram de forma mais coordenada entre os níveis de cuidado, e também ao longo do tempo, já que os médicos de família promoveram mais consultas de acompanhamento com seus pacientes após diagnosticar uma condição crônica, após fazer um encaminhamento para atenção secundária, ou mais frequentemente, após uma internação hospitalar.