Family Medicine & Primary Care
Strengthening healthcare systems through evidence-based research and practice
Medicina de Família & Atenção Primária à Saúde
Fortalecendo sistemas de saúde através de pesquisa e prática baseadas em evidências
Strengthening Primary Care and making it the true coordinator of health systems is not an easy task for any country — and it is especially challenging for low- and middle-income nations. Moving from a selective list of procedures towards a more comprehensive, person-centered, and continuous care in the community remains a challenge for many developing countries. When it comes to the health workforce, one crucial question arises across nations: Do doctors need specialized training to work in Primary Care? And even more specifically: What difference does residency training in Family Medicine make?
Here, you will find evidence from studies conducted in Rio de Janeiro, in the context of expansion and development of Primary Care structure, where two cohorts of patients were compared — one followed by doctors with only six years of medical school (generalists), and another followed by doctors with six years of medical school plus two years of residency training in Family Medicine (Family Physicians). You will be able to see the impact that two years of Family Medicine training can make on the detection of health conditions, on the use of laboratory and imaging tests, on referrals to secondary care, on hospital admissions, and on continuity of patient follow-up over time. In addition, you can simulate population-based scenarios and examine what happens to health outcomes and healthcare costs when general practitioners are either trained in Family Medicine or replaced by trained Family Physicians.
In the image below, it is possible to see that physicians with two years of Family Medicine residency (green curve) follow, on average, a greater number of their patients’ chronic conditions when compared with general practitioners (physicians with only six years of medical school – green curve). At the same time, Family Physicians request fewer laboratory and imaging tests (yellow circles) than general practitioners (green circles).
This platform was created to support professionals and researchers interested in strengthening Primary Care in their communities and countries, providing evidence to sustain a structured dialogue with stakeholders and decision-makers who are often unfamiliar with what Family Physicians do best — delivering comprehensive, person-centered care, close to where people live.
Here, you can also learn more about my current work and research projects in Brazil, Angola, Mozambique, and other countries.
Enjoy your visit.
Adelson Guaraci Jantsch
Fortalecer a Atenção Primária e torná-la de fato a ordenadora dos sistemas de saúde não é uma tarefa simples para nenhum país — e é ainda mais desafiador para as nações de baixa e média renda. Passar de uma lista restrita de ações verticais de saúde para um cuidado mais abrangente, centrado na pessoa e contínuo, próximo de onde as pessoas vivem continua sendo um desafio para muitos países em desenvolvimento. Quando falamos da força de trabalho em saúde, surge uma questão fundamental em diversas nações: Médicos precisam realmente de treinamento especializado para atuar na Atenção Primária? E, de forma ainda mais direta: Que diferença faz a residência em Medicina de Família no cuidado prestado à população?
Aqui, você encontrará evidências de estudos realizados no Rio de Janeiro, no contexto de desenvolvimento da Atenção Primária à Saúde, em que duas coortes de pacientes foram analisadas — uma acompanhada por médicos com apenas seis anos de faculdade de medicina (generalistas) e outra acompanhada por médicos com seis anos de faculdade de medicina mais dois anos de residência em Medicina de Família (Médicos de Família). Você poderá verificar o impacto que dois anos de treinamento em Medicina de Família pode gerar sobre a detecção de condições de saúde, sobre o uso de exames laboratoriais e de imagem, sobre encaminhamentos para o nível secundário, sobre internações hospitalares e sobre a continuidade do acompanhamento dos pacientes ao longo do tempo. Além disso, será possível simular cenários populacionais e analisar o que acontece com os desfechos em saúde e com os gastos em saúde quando médicos generalistas recebem treinamento em Medicina de Família ou são substituídos por Médicos de Família com residência concluída.
Na imagem abaixo é possível ver como médicos com dois anos de residência em Medicina de Famíia acompanham (em média) mais condições crônicas de seus pacientes (curva em verde) quando comparados com generalistas (médicos com apenas seis anos de faculdade em medicina - curva em verde). Ao mesmo tempo, Médicos de Família solicitam menos exames laboratoriais e de imagem (círculos amarelos) do que médicos generalistas (círculos em verde).
Esta plataforma foi criada para apoiar profissionais e pesquisadores interessados em fortalecer a Atenção Primária à Saúde em suas comunidades, municípios e países, oferecendo evidências para sustentar um diálogo estruturado com stakeholders e tomadores de decisão que muitas vezes não conhecem em profundidade o que Médicos de Família fazem de melhor — prestar um cuidado abrangente, centrado na pessoa, próximo da comunidade e de onde as pessoas vivem.
Aqui, você também poderá conhecer mais sobre meus trabalhos e projetos de pesquisa em andamento no Brasil, em Angola, em Moçambique e em outros países.
Aproveite sua visita.
Adelson Guaraci Jantsch